Postado em: 16/12/2015

Genéricos atraem consumidores em Araxá

Em alguns casos, economia chega a 60%.

A preferência pelos medicamentos mais baratos tem crescido e segundo a associação brasileira das indústrias de medicamentos genéricos, as vendas, em todo brasil, cresceram 16% este ano, em comparação com o mesmo período do ano passado. O avanço também foi sentido nas farmácias locais. E 60% dos medicamentos vendidos são para tratar da hipertensão arterial, colesterol alto e diabetes. Mas o que muita gente não sabe é que existem três tipos de medicamentos e não só o genérico e o tradicional de marca não.
O medicamento de referência – aquele de marca - foi o primeiro a desenvolver e registrar aquela molécula com a indicação terapêutica. Essa marca tem o registro protegido por patente em média por 15 anos, após esse tempo é liberado para que outras marcas fabriquem um medicamento com o mesmo princípio ativo e indicação. Daí que saem os genéricos, uma imitação barata e perfeita. Os similares têm esse nome porque em uma época que não tinha regulamentação, os fabricantes só precisavam provar com documentos que aquele medicamente era parecido com o de referência para conseguir registro. E a principal diferença entre o similar e o genérico é que o segundo não tem marca e o primeiro tem. 
Ou seja, atualmente, podemos dizer que os três grupos de medicamentos são seguros e, se tiverem a mesma dosagem, forma farmacêutica e princípio ativo também terão a mesma indicação. A eficacia de ambos é tão garantida que até nas farmácias populares onde a distribuição é gratuita a preferencia é por aqueles que dão menor gasto do município e ao governo.
"Aqui nós temos uma parceria com o Governo Federal, Estadual e o Município, e por isso nós temos as três esferas de medicamentos, principalmente aquelas com menor custo",  disse a farmacêutica da Farmacinha Municipal, Elza Botelho. 

Esses tradicionais medicamentos com essa “tarja amarela” aí surgiram em 1999 e são formulas idênticas aos desenvolvidos pelos laboratórios. Para garantir um tratamento 100% seguro o rigor em cima deles é até maior do que um de marca, por exemplo.
Antes de chegar na prateleira, estes medicamentos passam por uma criteriosa avaliação para verificar a mesma eficiência do medicamento original. E o custo é muito menor mesmo viu, só a produção de um genérico, por exemplo, é 60% do que o de um medicamento de referência. 
Agora muita gente tem dúvida: será que a partir da receita é que se pode fazer a venda do genérico ou isso tem que partir do médico?? "O médico pode passar a prescrição do genérico ou não, mas se chegar na farmácia e tiver como substituir pelo genérico o farmacêutico pode fazer isso", finaliza a farmacêutica.  

 

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