Postado em: 14/09/2021

UFMG participa de inquérito nacional sobre perdas fetais, parto e nascimento

Ilustrativa/Internet

 

A atenção ao pré-natal, parto e nascimento tem sido objeto de diversas políticas públicas no Brasil, visando reduzir a morbimortalidade materna e infantil e melhorar a qualidade da atenção à saúde da mulher e da criança. Pensando nisso, com os objetivos de estimar a prevalência de agravos e fatores de risco durante a gestação, avaliar a assistência pré-natal, ao parto e às perdas fetais, e verificar a ocorrência de desfechos maternos e perinatais negativos e seus fatores associados, será realizada a segunda edição do estudo Nascer no Brasil, que tem participação da UFMG.

 

 

Financiado pelo Ministério da Saúde e coordenado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Rio de Janeiro, o estudo é realizado em articulação com dezenas de pesquisadores de diversas instituições de ensino de todo o país e coordenado pela pesquisadora da Fiocruz Maria do Carmo Leal.

 

 

Serão acompanhadas 24. 255 mulheres que ingressarem no sistema de saúde para o parto ou por perda fetal precoce, em 465 maternidades públicas e privadas em todo o Brasil. Em Minas Gerais, o estudo contará com a participação de 34 maternidades, com a coordenação das professoras Nágela Cristine Pinheiro Santos e Eunice Francisca Martins, do Departamento de Enfermagem Materno Infantil e Saúde Pública da Escola de Enfermagem da UFMG.

 

 

O estudo será realizado em três etapas: uma hospitalar, durante a internação para o parto ou perda fetal precoce, e duas etapas telefônicas, a primeira realizada no período de 45 a 60 após o parto ou perda fetal, e a segunda quatro meses após o parto ou perda fetal. Além do estudo principal, outros temas como morbimortalidade materna e perinatal, covid-19 na gestação e transtornos emocionais paternos serão investigados.

 

 

“Iniciaremos o trabalho de campo do Nascer no Brasil II pela coleta de prontuários para os estudos aninhados - Mortalidade materna, morbidade materna grave, near miss materno e mortalidade perinatal e posteriormente com o estudo principal”, explica a professora Nágela Santos.

 

 

Primeira edição da pesquisa Nascer no Brasil

 

 

Entre os anos de 2011 e 2012, foi realizada a primeira edição da pesquisa Nascer no Brasil: inquérito nacional sobre o parto e o nascimento, que acompanhou 23.894 mulheres e seus bebês em estabelecimentos de saúde públicos, conveniados ao SUS, e privados, que realizaram mais de 500 partos por ano. Foram coletados dados em 266 hospitais de 191 municípios, incluindo as capitais e algumas cidades do interior de todos os estados do país.

 

 

A pesquisa revelou que no setor privado a proporção de cesarianas chega a 88% dos nascimentos. No setor público, envolvendo serviços próprios do SUS e os contratados do setor privado, as cesarianas chegam a 46%. A recomendação da OMS é para que as cesarianas não excedam 15% do total de partos, pois estudos internacionais vêm demonstrando os riscos das elevadas taxas de cesariana tanto para a saúde da mãe quanto a do bebê.

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