Postado em: 14/07/2020

Polícia Civil investiga ataque a cães da raça pitbull na zona rural de Araxá

Caso ocorreu no último fim de semana.

Foto do cachorro/Reprodução Redes Sociais e Foto Delegada/Redação

Um caso vem ganhando repercussão nas redes sociais desde o último fim de semana. Trata-se de um ataque à dois cães da raça pitbull na zona rural de Araxá com golpes de facão. Imagens dos animais feridos ganharam a rede e comoveram a população que chegou inclusive, a propagar palavras de ódio contra o suposto agressor.

Em entrevista exclusiva à  redação do Jornal Correio de Araxá, a Delegada Dra. Paula Lobo Rios Dib, comentou sobre o caso. Segundo ela, ambas as partes já foram ouvidas. “A Polícia iniciou as investigações assim que tomou conhecimento das agressões através da Dona dos pitbull’s que esteve na Delegacia e tomou todas as providências. Inclusive, o suposto autor já esteve aqui também, e, ele tem a versão dele sobre os fatos”, contou a Delegada.

Dra. Paula também relatou que o suposto agressor, justificou os fatos dizendo que a cachorra dele foi agredida pelos animais. “Ele apresentou imagens do ataque e trouxe testemunhas do fato que teria ocorrido”, disse.
Os animais passaram por cuidados médicos e não correm risco de morte. “Nós estamos investigando e, como sempre, lembro à todos,  que existem sempre os dois lados da história e, ouvir ambas as partes,  é o papel da Polícia Civil, mesmo que uma das partes não tenha postado fotos dos cachorros machucados e se valido de redes sociais”, reforçou a Delegada.

Quando aos pedidos de Justiça nas redes sociais, a Delegada foi clara: “A Polícia Civil não condena e não absolve, apenas realiza as investigações. Juntaremos os laudos médicos dos cachorros de ambas às partes, os depoimentos das testemunhas e dos envolvidos e, assim que o inquérito estiver pronto, o remeteremos à Justiça”, adiantou.

Caso condenado, o suposto agressor pode pegar uma pena branda segundo o que manda o Código Penal.  “A pena é de detenção de dois meses a um ano, podendo se agravar caso ocorra  a morte do animal, o que parece não ser o caso”, concluiu a Delegada.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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