Postado em: 06/10/2020

Operação Malebolge chega na 4ª fase em Araxá

Delegado Presidente do Inquérito falou sobre as novas diligências. Alvos foram empresas de transporte investigadas por irregularidades em contratos de prestação de serviços para o município.

Foto Ilustrativa/Internet

 

A Polícia Civil realizou nesta terça-feira (6), a 4ª fase da Operação Malebolge. Desta vez, os alvos foram duas empresas investigadas por irregularidades em contratos de prestação de serviços de transporte público.

Os investigadores cumpriram as buscas em seis imóveis.
"Os imóveis estão relacionados com duas empresas de transporte que mantém contrato com a Prefeitura. As equipes arrecadaram nestas residências, além de documentos, celulares e equipamentos que interessam à investigação. Em uma dessas empresas, inclusive, a sede não corresponde naquilo que é informado aos órgãos de controle. Todos os materiais apreendidos serão confrontados com aquelas provas que já temos no inquérito policial", disse o Delegado Presidente do Inquérito, Dr. Renato de Alcino Vieira.

A intenção,  ainda segundo o Delegado, é apurar possíveis fraudes em documentos licitatórios.
"Percebemos que estas empresas possuem participação de pessoas estranhas ao quadro societário e essas pessoas estranhas de alguma forma seriam sócias de outras empresas. E identificamos ainda, que neste cenário, tanto as empresas que já estavam sendo investigadas, quanto as empresas externas, participariam de processos licitatórios, o que para a Polícia Civil é o indício de dois crimes que são eles, falsidade ideológica e fraude á licitação", contou.

Segundo o Delegado, 
"a Operação Malebolge comprovou e desmantelou uma organização criminosa,  cujos  líderes estavam instalados no seio da administração pública municipal e um deles trabalhava como chefe do governo municipal e, foi comprovado ainda,  que,   empresários de fora,  participaram do esquema criminoso para desviar recursos por meio de pagamento de serviços não prestados" - frisou.

Vale ressaltar que nesta terça-feira (6), não houve prisões decorrentes desta nova fase da operação. O nome das empresas investigadas, bem como dos envolvidos, não foram revelados.

 

*** Reportagem atualizada às 14h15 desta terça-feira, 6 de outubro. 

 

 

 

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