Postado em: 23/02/2021

Menor confessa crime e participa de reconstituição do assassinato ocorrido na Região do Mourão Rachado em Araxá

O homicídio ocorreu na última semana. O corpo do jovem foi encontrado carbonizado, com marca de tiro e lesões na cabeça.

Foto Ilustrativa/Internet

A Polícia Civil prendeu na última segunda-feira (22), a suspeita de ter matado um jovem de 21 anos no último dia 19 de fevereiro em Araxá. O corpo de Gutemberg Leonardo Ribeiro foi localizado na região do Mourão Rachado, na zona rural de Araxá, com queimaduras e parcialmente carbonizado. Também havia marca de tiro no pescoço e lesões atrás da cabeça. Ainda de acordo com a Polícia Civil, o corpo foi reconhecido por familiares no Instituto Médico Legal (IML) de Araxá na mesma data do crime.

Em coletiva de imprensa realizada na manhã desta terça-feira (23), o Delegado de Homicídios, Dr. Vinícius Ramalho, informou que a mulher seria uma jovem de 17 anos de idade e, que os motivos do crime, que ainda segue em investigação, seriam passionais. “Desde que tomamos conhecimento do crime e que identificamos a vítima, demos início à investigação. Nós refizemos os passos da vítima, conversamos com amigos e familiares e chegamos até a identidade da adolescente que manteve um relacionamento amoroso com ele no passado. Na última segunda-feira, convidamos ela e o seu pai,  para que prestasse informação sobre o fato e, ela acabou confessando o crime”, contou Dr. Vinícius.

Ainda segundo ele, os dois teriam ido para o local do crime, na zona rural da cidade, na noite do dia 18 de fevereiro, em um carro que a vítima teria pegado emprestado com um amigo. A jovem, o teria matado e, posteriormente fugido no carro. “Não temos ainda uma convicção formada sobre o crime, pois é muito recente para determinarmos o fim das investigações. Na última segunda-feira nós realizamos uma reconstituição do assassinato com a adolescente, que estava na presença de seu pai – por se tratar de uma menor de idade, e ela conseguiu refazer os passos que ela disse anteriormente que teria feito”, contou o Delegado.

Ainda segundo ele, a arma usada no crime ainda não foi localizada. “Nem a menor, nem a vítima possuíam passagem na polícia e a suposição é de que a arma pertencia à própria vítima”, contou Dr. Vinícius. 

O Delegado Regional, Dr. Vitor Hugo Heisler, que também estava presente na coletiva, destacou que os trabalhos da Polícia Civil continuam no intuito de apurar 100% do caso. “As informações são preliminares e as investigações seguem. Em momento oportuno, nós traremos mais informações para a imprensa”, finalizou.

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