Postado em: 22/03/2021

Competências da educação empreendedora são vantagens para jovens no mercado de trabalho

Habilidades socioemocionais, estimuladas pelo empreendedorismo, auxiliam jovens para as exigências futuras do mercado

As exigências do mercado de trabalho estão em constante mudança, com novas profissões surgindo à medida que o conhecimento e tecnologia evoluem. A velocidade dessas transformações é tamanha que, um estudo de 2018 chamado Projetando 2030: uma visão dividida do futuro,  apontou que 85% das profissões de 2030 ainda não existiam na época do estudo. Diante dessa imprevisbilidade, a educação empreendedora ainda é a melhor forma para preparar os jovens para atender a essas novas necessidades.

O gerente de cultura empreendedora do Sebrae, Gustavo Cezário, explica que a formação de jovens empreendedores vai muito além de prepará-los para as questões práticas e burocráticas de como abrir ou gerir seu próprio negócio. "O que esperamos ao trazer empreendedorismo para dentro da sala de aula é que os estudantes aprendam a trabalhar uma visão de futuro”, afirma.  Segundo Cezário, já que as informações e o conhecimento estão sempre sendo atualizados e à disposição de todos, o grande desafio é trabalhar competências socioemocionais, como colaboração, consciencia ambiental, resiliência, iniciativa, empatia, trabalho em equipe, etc.

Por isso, de acordo com o gerente, o grande objetivo do Sebrae é tornar a educação empreendedora acessível para todos estudantes brasileiros. Desde 2013, o Sebrae desenvolve o Plano Nacional de Educação Empreendedora, que já alcançou 4,5 milhões de estudantes e 165 mil professores em 9 mil instituições de ensino formal por todo o país. "Nossa expectativa é ampliar a conexão da juventude na escola e também estimular a geração de empregos e de oportunidades por meio do empreendedorismo”, revela.

Isabelly Cristina Alves, de 17 anos, e Silmara Pereira da Silva, de 18, são bons exemplos de como uma educação empreendedora pode trazer muitos benefícios. Elas acabaram de concluir o ensino técnico em secretariado pelo Instituto Federal de Brasília e se sobressaíram. "Algumas matérias do nosso curso traziam questões sobre empreendedorismo”, explica Isabelly. Ela conta que, junto com Silmara e outros 16 colegas, criaram uma miniempresa, chamada Thermobag. A proposta era confeccionar bolsas térmicas a partir de banners antigos utilizados em eventos na escola.

Silmara revela que, inicialmente, entrou no projeto apenas para cumprir com suas horas de estágio, mas se surpreendeu com a oportunidade. “Quando começamos a trabalhar, eu me apaixonei, foi uma experiência reveladora, que abriu meus olhos para muitas coisas”, diz. Para ela, os benefícios do empreendedorismo desde a escola são muitos. “O jovem adquire uma postura de liderança, aprende a trabalhar em equipe e a resolver seus problemas”, e continua: “essa experiência mudou muito nossa vida". Com Isabelly no cargo de diretora de produção e Silmara responsável pela diretoria de finanças, o projeto foi vencedor na categoria de Destaque no Prêmio Miniempresa Brasil, em 2019.

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