Segunda Feira, 17 de Fevereiro de 2020
 
 
Polícia Civil instaura inquérito para apurar morte de presidiário no Presídio de Araxá
03-02-2020 | Créditos: foto/redação

A Polícia Civil instaurou nesta segunda-feira (3) um inquérito policial junto à Delegacia Especializada de Homicídios para apurar a morte de um detento no Presídio Regional de Araxá.

Logo após o fato, a equipe da Polícia Civil, coordenada pelo Delegado - Dr. Vinicius Ramalho, esteve no presídio para iniciar as investigações e constatou que houve participação de mais de um detento no crime.

Foi realizada perícia no local da morte do presidiário e constatada lesões internas e externas na vítima, que entre outros tipos de agressões, foi estrangulada.  A causa preliminar da morte é apontada como asfixia.  A investigação da Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Homicídios, seguirá critérios técnicos, embasada em laudos periciais e outras provas, para total responsabilidade na apuração dos fatos.

“Até o momento, dois detentos se apresentaram espontaneamente e confessaram o crime. Ainda é uma fase preliminar e precisamos observar bem os fatos para não cometermos nenhuma injustiça. A cautela na apuração do caso se faz necessária, porque na cela estavam outros 12 presos, então, temos que identificar a conduta de cada um nesse homicídio”, destacou o Delegado.

 

Confissão

Um dos detentos que confessou a autoria do homicídio, também confessou a prática de outro  crime ocorrido no domingo (2), na mesma unidade prisional tratada pelo Delegado como uma tentativa de homicídio. Apesar de se tratar de dois casos graves envolvendo o Presídio de Araxá, o Delegado disse que ambos terão inquéritos separados e serão analisados individualmente. "Vamos concluir um fato por vez. Vamos primeiro concluir o homicídio e aguardar para produzir provas no crime ocorrido no domingo (2), pois a vítima ainda está em recuperação já que sofreu uma perfuração no pulmão e pode trazer informações fundamentais para o inquérito”, disse Dr. Vinicius.

 

Motivação

No caso do homicídio ocorrido dentro da unidade prisional, os dois autores apresentaram seus  motivos às autoridades. “Os autores alegaram ter matado a vítima, por ser ele um possível estuprador, ou seja, por ele ter praticado crimes sexuais. Até o momento nós não apuramos isto ainda. Apenas as investigações é que nos dirão se a vítima tinha ou não envolvimento com este tipo de crime”, destacou o Delegado.

 

O crime X detentos

A Polícia Civil não informou qual pena os dois detentos, que confessaram o crime, cumprem no Presídio, nem o grau de periculosidade que eles representam aos demais detentos da cela, porém,  informou que o que muda é um aumento da pena, já que agora responderão também por outro crime.  “Eles vão permanecer presos na unidade prisional em que estão e vão responder a um novo processo. E, caso sejam condenados,  terão uma pena há mais para cumprir. Logicamente que no decorrer das investigações, se necessário, nós pediremos a prisão preventiva deles, o que não muda nada faticamente pelo fato deles já estarem em uma unidade prisional”, disse o Delegado.

 

Presídio

Até o momento, nossa redação não conseguiu contato com a unidade prisional.

 

 

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