Postado em: 06/10/2021

_saiba o que é e sua relação com os tratamentos oncológicos

Febre resultante da baixa de glóbulos brancos nos pacientes em tratamento oncológico é sempre um sinal de alerta

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São várias as condições clínicas que podem desencadear a Leucopenia- contagem total de leucócitos abaixo do limite inferior normal-, que com frequência ocorre em pacientes que fazem uso de determinados medicamentos quimioterápicos, imunoterápicos ou de alguns bloqueadores hormonais. E, apesar de essa diminuição de glóbulos brancos nem sempre ser sintomática, a febre é o principal indicativo do quadro, representando um importante sinal de alerta especialmente em pacientes em tratamento oncológico. “Mesmo não sendo uma doença, a Leucopenia, principalmente em pacientes com câncer, não pode ser negligenciada, uma vez que a baixa das células responsáveis pela defesa do organismo aumenta as chances de se contrair infecções e outras complicações”, explica o médico oncologista e coordenador do Hospital Integrado do Câncer (HIC) da Rede Mater Dei de Saúde, Enaldo Lima.

Ainda segundo Enaldo Lima, ao sinal de febre, pacientes oncológicos devem procurar imediatamente o pronto-socorro para que seja feito hemograma e, em seguida, sejam tomadas todas as medidas necessárias: “Embora comum em pacientes em tratamento oncológico, a Leucopenia febril é grave e deve ser imediatamente abordada e resolvida. Essa resolução, em quase todos os casos, se dá com uso de antibióticos por via oral ou venosa. Todavia, alguns pacientes precisam ser internados para que uma avaliação mais minuciosa seja feita”, esclarece.

O oncologista explica que em algumas situações, como no tratamento de linfomas de alto grau e leucemias agudas, medicamentos são usados como prevenção primária à Leucopenia. “Desde o primeiro ciclo do tratamento quimioterápico, o paciente faz o uso de fatores de crescimento medular que podem ser administrados em uma única dose ou em dias consecutivos, dependendo da avaliação e prescrição médica”, pontua.

Outro ponto de destaque é a importância do estado nutricional do paciente para a prevenção da Leucopenia. “É importante que um paciente em tratamento oncológico (ou em algum dos tratamentos medicamentosos citados) seja atendido por uma equipe multidisciplinar onde tenha o acompanhamento nutricional adequado”, completa Enaldo.

Priorizando a praticidade, segurança e conforto dos pacientes, o Hospital Integrado do Câncer (HIC) da Rede Mater Dei contém fluxos e atendimento exclusivos para o tratamento dos pacientes oncológicos, tendo sido o primeiro hospital privado neste formato em Minas. “Com estrutura física e tecnológica completas, o HIC surgiu com o entendimento de que uma equipe multidisciplinar centralizada, seguindo uma linha de cuidados, facilita o fluxo do paciente oncológico com nítida priorização para o atendimento de cada paciente”, finaliza o oncologista.

A função dos leucócitos

Mais conhecidos como glóbulos brancos, os leucócitos são células produzidas pela medula óssea. Presentes no sangue humano, são responsáveis pela defesa do organismo contra vírus, bactérias e qualquer outro corpo estranho não identificado pelo sistema de defesa do corpo humano. Alterações no organismo podem interferir na quantidade dessas células no sangue. Em casos de infecções, por exemplo, a quantidade de glóbulos brancos no sangue aumenta em função do processo de defesa do organismo.

 

Sobre a Rede Mater Dei

A Rede Mater Dei de Saúde se fundamenta em três princípios básicos: o científico, o cultural e o humanístico. Seu compromisso é com a qualidade pela vida, para que o paciente receba um atendimento personalizado, diferenciado e humanizado. Atualmente, a Rede conta com três hospitais: Mater Dei Santo Agostinho (com os Blocos I e II), Mater Dei Contorno e Mater Dei Betim-Contagem. Uma nova unidade está sendo construída em Salvador (BA), expandindo sua atuação para fora de Minas Gerais.

 

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