Postado em: 14/10/2021

Volta às aulas e cuidados com as crianças

A pediatra Dra. Patrícia Terrivel fala sobre o retorno presencial nas escolas e indica os principais cuidados para esse momento tão importante na vida das famílias

Imagem: Kalunga

Com as restrições impostas pela pandemia, as crianças foram as que mais sentiram o impacto. As brincadeiras ao ar livre passaram para dentro de casa e a escola se transformou em vídeo aulas. Todo processo de interação e desenvolvimento social dos pequenos ficou suspenso durante quase dois anos.

A partir da próxima segunda-feira, 18 de outubro, o ensino presencial passa a ser obrigatório em todas as escolas públicas e privadas do estado de São Paulo, com essa mudança muitos pais se sentem inseguros, pois as crianças que receberam a primeira dose da vacina se limita aos 12 anos de idade. “Apesar de não estarem imunizados, as crianças que contraem o Coronavírus na maioria das vezes apresentam sintomas leves, ou se mostram assintomáticos a doença, com exceções de alguns casos de crianças com comorbidades”, explica a pediatra Patrícia Terrivel.

Vale ressaltar, que o convívio entre as crianças a expõe a diversos vírus e bactérias, que estão presentes por toda a parte, e por isso o cuidado é com a saúde em geral. Entre as principais doenças estão os resfriados, como bronquiolite e gripe, apresentando sintomas como febre, mal-estar, perda de apetite, tosse, congestão nasal e entre outros. Também há os casos de diarreias e vômitos, então chamados de gastroenterites virais, que atinge em principal o estômago e o intestino.

Para esse retorno, o ideal é que os pais conversem com seus filhos sobre a importância do distanciamento social, o uso constante das máscaras, e a higienização frequente das mãos. “Claro que é preciso salientar que esse retorno no aspecto social será um grande ganho para essas crianças que passaram a maior parte do tempo restritas ao contato. Poder respirar novos ares, mesmo que com máscaras pode colaborar com a saúde mental dos pequenos, tirar eles dos vícios de telas e ainda garantir um bem-estar e momentos únicos na infância”, ressalta a pediatra.

Dra Patrícia Terrivel finaliza que, apesar das doenças virais serem frequentes, não significa que a crianças irão se contaminar. São possibilidades que podem acontecer devido ao convívio em um mesmo ambiente com outras crianças. É importante se atentar e oferecer uma alimentação rica em vitaminas, com verduras escuras para colaborar com a inserção do ferro, frutas, legumes e até mesmo carboidratos.

Sobre a profissional: 
Dra. Patrícia Terrível é médica pediatra, neonatologista, membro do departamento de aleitamento materno da Sociedade de Pediatria de São Paulo. Atualmente está em andamento o MBA em Gestão Hospitalar pela FGV. Além do atendimento presencial, é umas das idealizadoras do curso online “Papa sem Neura” em parceria com Nutricionista. Pró amamentação, idealizadora do projeto Corrente de Amor pelo SUS

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