Postado em: 29/11/2021

Trabalhadores da Cemig estão de greve a partir desta segunda-feira (29)

Ilustrativa/Internet

Os trabalhadores da Cemig, em assembleias realizadas no Estado, decidiram entrar de greve a partir desta segunda-feira, dia 29. Eles deflagraram o movimento contra os ataques do governo Zema aos direitos dos trabalhadores e à política implantada na Cemig para antecipar a privatização da empresa.

A estatal está sendo desmontada pelo governo para ser privatizada e é alvo de uma CPI na Assembleia Legislativa que aponta várias irregularidades cometidas pelos gestores indicados pelo governador, grande parte deles constituída de paulistas. Além disso, há os privilégios garantidos à alta cúpula, como uma remuneração milionária que engloba salários e rendimento variável e um contrato para fornecimento de refeições para os diretores no valor de R$ 1,2  milhão ao ano. Pelos cálculos do Sindieletro, a refeição diária para cada diretor que usa o restaurante ‘vip’ da Sede da Cemig custa R$ 350,00.

O Sindieletro apoia incondicionalmente a CPI e defende o afastamento do presidente da Cemig, Reynaldo Passanezi Filho, até que sejam concluídas as apurações.

Os eletricitários estão em campanha salarial para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho e a gestão da empresa, indicada por Zema, não negociou a pauta dos trabalhadores. A contraproposta que apresentou retira direitos da categoria.

A partir desta segunda-feira, o Sindieletro coordenará mobilizações nos locais de trabalho, no Estado. Em Belo Horizonte, haverá um ato em frente à Sede da Cemig, no bairro Santo Agostinho, a partir das 14 horas.

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