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Postado em: 11/05/2022

Estudo revela que estímulo elétrico pode ajudar ex-fumantes a superar vício; neurocientista explica

PhD em Neurociências e Biólogo, Prof. Dr. Fabiano de Abreu Agrela, explicou como procedimento acontece.

MF Press Global

Ex-fumantes que passam por sessões regulares de estimulação cerebral externa têm duas vezes menos chance de voltar a fumar nos três a seis meses depois de parar com o cigarro. A constatação foi realizada através de um estudo realizado por pesquisadores do Hospital Universitário de Dijon, na França. 

 

Segundo o estudo, a técnica usa uma corrente elétrica leve para ativar as células cerebrais que diminuem o desejo por nicotina. O PhD em Neurociências e Biólogo, Prof. Dr. Fabiano de Abreu Agrela, explicou como o procedimento acontece.

 

“Na estimulação magnética transcraniana, uma bobina de metal é colocada no couro cabeludo do paciente. A bobina gera pulsos magnéticos que induzem correntes elétricas no tecido cerebral. Dependendo da frequência dos pulsos, a atividade na área alvo é aumentada ou diminuída.”

 

Segundo o professor, a “estimulação transcraniana por corrente contínua envia uma corrente direta de baixa intensidade através do cérebro, usando eletrodos colocados na cabeça do paciente. Essa corrente fraca afeta a atividade cerebral.”

 

Ainda conforme Agrela, a estimulação cerebral não invasiva (NIBS) é indolor e segura, tem efeitos colaterais mínimos e tem sido usada em milhares de pessoas em todo o mundo. 

 

Além disso, a técnica tem como objetivo melhorar a qualidade de vida e reduzir os efeitos de problemas relacionados à fala, deglutição, movimento, cognição e outras funções. Isso pode ser alcançado com uma das duas abordagens:

 

“Estimulando a área danificada do cérebro para ajudar a restaurar a função afetada estimulando uma área diferente do cérebro para compensar a perda de função”, finalizou. 

 

 

Sobre Fabiano de Abreu Agrela

 

Dr. Fabiano de Abreu Agrela é diretor do Centro de Pesquisas e Análises Heráclito (CPAH), Cientista no Hospital Universitário Martin Dockweiler, Chefe do Departamento de Ciências e Tecnologia da Logos University International, Membro ativo da Redilat - La Red de Investigadores Latino-americanos, do comitê científico da Ciência Latina, da Society for Neuroscience, maior sociedade de neurociências do mundo nos Estados Unidos e professor nas universidades; de medicina da UDABOL na Bolívia, Escuela Europea de Negócios na Espanha, FABIC do Brasil e investigador cientista na Universidad Santander de México. Registros profissionais: FENS PT30079 / SFN C-015737 / SBNEC 6028488 / SPSIG 2515/5476.

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