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Postado em: 02/08/2022

Qual a diferença entre o Português como Segunda Língua, Língua Materna e Língua Estrangeira?

Entenda de onde se originou e quais as diferenças entre as terminologias acerca da Língua Portuguesa

A língua portuguesa surgiu do Latim e diversas nações falam o idioma por influência de Portugal (Crédito: Unsplash)

De acordo com a Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), são nove os países que têm a língua como idioma oficial: Brasil, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné-Equatorial, Moçambique, Portugal, Timor-Leste e São Tomé e Príncipe. A língua, originária do latim, idioma falado pelos romanos que se situavam no estado da Península Itálica, o Lácio, é uma das mais faladas no mundo e, assim como outras, possui terminologias não tão populares.

 

“Muitas pessoas acham que aprender uma segunda língua é aprender um outro idioma além do materno, mas não é bem assim. Na didática da língua portuguesa, por exemplo, o emprego de termos técnicos diferencia entre o Português como Segunda Língua, Língua Materna e Língua Estrangeira, sobretudo para nós que trabalhamos com programas de intercâmbio e com imigrantes no Brasil”, disse Susanna Florissi, autora de materiais didáticos, especialista no ensino de PLE (Português como Língua Estrangeira) e associada à Study in Brazil by Belta pela Torre de Babel Idiomas e Culturas.

 

De acordo com um levantamento do Instituto Camões (Instituição Governamental atrelada ao Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal), em maio deste ano, a Língua Portuguesa é considerada a quarta mais falada no mundo, com 260 milhões de pessoas, ocupando 3,7% da população mundial, atrás apenas do Mandarim, Inglês e Espanhol. 


 

Para ajudar no entendimento, a Belta (Associação de Agência de Intercâmbios do Brasil), explica a diferença entre o Português como segunda língua, como língua de herança e para estrangeiros:

 

SEGUNDA LÍNGUA:

 

É errado imaginar que a segunda língua é aquela que se aprende logo depois da sua língua materna, pois o significado dessa expressão não tem nada a ver com a ordem na qual um idioma é estudado. Na verdade, trata-se daquela que o estudante aprende em um dos países em que ela é falada oficialmente, como um brasileiro estudando inglês em Londres ou um americano aprendendo Português no Brasil. Nos dois exemplos, o estudante aprenderá o idioma como segunda língua.

 

“A grande vantagem dessa situação é que se aprende com uma imersão que proporcionará uma vivência com a cultura do local onde o idioma é falado. O idioma, para o aluno, deixa de ser uma língua estrangeira e passa a ser uma segunda língua, estando relacionada tão somente com o contexto na qual está sendo aprendida”, disse Antônio Bacelar, Diretor de Operações da Study in Brazil by Belta.


 

LÍNGUA MATERNA

 

Trata-se do primeiro idioma aprendido por um indivíduo, podendo também ser chamada como língua nativa, ou seja, falada no país em que a pessoa nasceu e aprendeu a falar. “É justamente por esse motivo que a língua materna é aquela de maior dominação pelo falante, contendo variações linguísticas influenciadas, sobretudo, pelo fator coloquial. Para essas pessoas, o aprendizado acontece de forma natural, pela interação com o meio e com os demais falantes, sem, a princípio, interferência pedagógica ou algum pensamento linguístico”, concluiu Bacelar.


 

LÍNGUA ESTRANGEIRA
 

Esta, por sua vez, é aquela aprendida no país de origem do estudante. É o caso, por exemplo, de cursos ministrados em escolas de idiomas, no ensino regular e nas universidades. Nesse caso, o ensino não se estende a uma imersão na cultura dos países onde a língua é falada e, de certa forma, existe uma limitação no conhecimento, por não ter acesso a todas as variações linguísticas e coloquialidades do idioma, restando ao estudante, caso queira aprimorar seus conhecimentos, correr atrás de oportunidades para praticar o idioma.


 

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