Postado em: 21/07/2021

Matheus Black

Arte na veia desde criança

Arquivo Pessoal

   Nascido e criado em um ambiente artístico, o destino não poderia ter um caminho diferente a não ser a arte, para Matheus Felipe Ferreira, o artista que passaria a ser conhecido como Matheus Black. O desenho entrou na sua vida muito cedo e era a sua “brincadeira” preferida, na infância. Tudo mudou e a coisa ficou séria quando percebeu que o dom poderia ser bem mais do que uma simples diversão. Dedicado, Matheus passou a se aperfeiçoar cada vez mais na arte que amava.

   Depois de dois anos estudando técnicas de desenho, conheceu o grafite. A paixão foi instantânea. A partir daí, participou de cursos e mais cursos para se aprimorar cada vez mais nas técnicas da arte urbana. Matheus aprendeu, inclusive, técnicas de desenho relacionadas a caricaturas.

OLHAR MARCANTE

   Quando conheceu o grafite, em 2015, o artista percebeu o quanto as cores são importantes. Movido por essa consciência, fez um curso de coloração, a fim de adquirir noções básicas das cores que utilizaria em seus projetos. Hoje, as cores predominantes em suas obras são violeta e amarelo. O destaque no olhar das figuras que desenha tornaram-se sua marca registrada.

   A arte já possibilitou a Matheus mostrar seu talento em várias cidades do Brasil, como São Paulo, Franca e Ribeirão Preto. As obras do artista ultrapassaram até mesmo as fronteiras nacionais, chegando até a Califórnia, México e África do Sul.

RAÍZES

   Uma de suas criações de maior sucesso é a releitura de uma obra do grande pintor Michelangelo. Na reinterpretação de “Criador e Criatura”, Matheus representa algumas características do seu trabalho e a origem da raça humana segundo os Iorubas - nome de uma das maiores etnias do continente africano em termos populacionais. O impressionante é que a obra foi feita através de um celular, sem o auxílio de nenhum instrumento, com os dedos, apenas. O artista batizou a arte digital, que é uma de suas preferidas,  como “Raízes, reescrevendo minha preta história esbranquiçada".

EP

   Contudo, como viver de arte, no Brasil, é um privilégio de poucos, Matheus, como muitos brasileiros, assolado pelo desemprego, passou a criar estampas para camisetas. O trabalho fez tanto sucesso que ele criou sua própria marca. As estampas são exclusivas e ajudam o artista a se manter em meio à crise gerada pela pandemia.

   Aos 19 anos, Matheus também está próximo de realizar o sonho de lançar um EP com músicas autorais. Segundo ele, as canções logo estarão disponíveis para os apreciadores da boa arte. “Não e fácil viver de arte, muito menos em Araxá. Mas a força de vontade faz de nós o que quisermos ser”, filosofa o artista.

 

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