Postado em: 29/11/2021

Polícia Civil captura assassinos de enfermeiro

Seis suspeitos foram detidos

Arquivo/Jornal

Em menos de quinze dias, policiais da 2ª Delegacia Regional de Polícia Civil (2ª DRPC), sediada em Araxá, conseguiram um grande avanço na elucidação do caso envolvendo o assassinato do enfermeiro Murilo Fernando Oliveira, de 59 anos. Em entrevista coletiva realizada na manhã desta sexta-feira (26), o delegado regional, Vítor Hugo Heisler, acompanhado pelo delegado Conrado Costa, responsável pela Delegacia de Furtos e Roubos, que investiga o caso, e pelo investigador Paulo Verçosa, divulgou a prisão temporária de quatro indivíduos e a apreensão de dois menores, suspeitos de praticarem o latrocínio. Uma moto possivelmente utilizada no crime também foi aprendida.

De acordo com Dr. Vítor Hugo Heisler, os policiais se dedicaram bastante na investigação, a fim de identificar os autores. “No início, tivemos certa dificuldade em achar câmaras que pudessem mostrar mais pistas. Depois de um trabalho incansável, tanto nos dias de semana, quanto nos finais e à noite, a equipe da Furtos e Roubos conseguiu chegar a alguns suspeitos desse crime. Ontem (25), realizou a prisão de seis desses suspeitos, 4 maiores e 2 menores”, informa.

Dr. Vitor Hugo narra que, logo após o crime, dois dos elementos fugiram para a cidade de Franca, mas um voltou para Araxá e foi preso no município. O outro acabou detido na cidade paulista. Segundo o delegado, as investigações prosseguem, a fim de verificar qual a participação de cada um dos elementos no latrocínio. “Agora, estamos ouvindo esses suspeitos, dessa organização criminosa. Qual a tarefa de cada um na prática desse crime. Não podemos trazer mais informações específicas para a imprensa porque está num momento muito delicado, que é o momento de delimitação das tarefas de cada um. É a oitiva”, explicou. “Todos têm passagem pela polícia por vários crimes. roubos, tráfico de drogas. Todos esses suspeitos já são conhecidos no meio policial”, acrescenta.

INVESTIGAÇÃO MINUCIOSA

Dr. Conrado Costa afirma que iniciou os trabalhos investigativos no mesmo dia do crime, pelo fato de estar em plantão, na noite do latrocínio. “Coincidentemente, no dia do ocorrido, eu estava de plantão aqui na delegacia. Iniciei os trabalhos de investigação desde o dia do fato. Estive no local do fato logo após o crime e, ali, a gente já iniciou a entrevista das testemunhas que se faziam presentes, já coletamos câmeras e imagens nas redondezas. A partir dali, no dia seguinte, a equipe já se empenhou também, como Dr. Vitor disse, no feriado. Trabalharam no final de semana, à noite. Foi um trabalho muito bem feito pela equipe de Furtos e Roubos. Conseguimos refazer toda a trajetória de fuga dos autores através de câmaras”, relata.

O responsável pela Delegacia de Furtos e Roubos salienta que a unidade realizou uma investigação minuciosa para desvendar o caso. “Fizemos um levantamento bem minucioso, através do qual foi possível identificar a rota de fuga deles. A partir daí, fomos reunindo elementos que apontaram para esses suspeitos, seja alguns com participação direta, que atuaram na ação do latrocínio, seja outros com participação indireta, colaborando com a fuga, escondendo materiais do crime, entre outras situações”, detalha.

A reação do enfermeiro no instante do assalto foi realmente o estopim para o homicídio, consoante o delegado. “No momento do assalto, tinham quatro pessoas dentro do bar. Chegaram dois autores, ambos armados, anunciaram o assalto e a vítima, o Murilo, que infelizmente veio a óbito, parece que se assustou com a ação e teria jogado uma cadeira, o que ocasionou a reação dos bandidos. Eles efetuaram o disparo de arma de fogo que o atingiu fatalmente no peito. Foi um só disparo. Após o efetuarem, eles empreenderam fuga numa moto que havia sido estacionada na quadra de baixo”, diz, acrescendo que os criminosos levaram apenas a carteira de um dos frequentadores do bar, com uma pequena quantidade de dinheiro. “Após efetuarem os disparos, eles se assustaram com a situação. Saíram correndo, desesperados, deixaram as coisas para trás e levaram somente uma carteira”.

Os suspeitos maiores de idade tiveram as prisões temporárias deferidas pela Justiça e deverão ficar atrás das grades pelo prazo inicial de trinta dias, com o período podendo ser dilatado.

Já os dois adolescentes foram internados provisoriamente por um prazo de quarenta dias. “Então, nesse prazo, temos que concluir a atuação dos menores e já encaminhar para a Vara da Infância e da Juventude, para que eles sejam processados e julgados”, conclui Dr. Vitor Hugo Heisler.

O LATROCÍNIO

O assassinato de Murilo Fernando Oliveira aconteceu na noite do último dia 11), durante assalto a um bar no bairro João Bosco Teixeira, em Araxá.

Segundo a Polícia Militar (PM), por volta das 23 horas, dois assaltantes, armados e encapuzados, chegaram ao bar do qual Murilo era proprietário, localizado na Rua das Corujas, e, depois de praticarem o assalto, atingiram-no com um disparo no lado direito do tórax. Em seguida, a dupla fugiu do local. A reação do proprietário, que arremessou uma cadeira contra os meliantes, teria causado o homicídio.

A vítima chegou a ser socorrida pelo Corpo de Bombeiros até a Unidade de Pronto Atendimento Alzira Duarte de Paula (UPA), mas acabou falecendo.

Além de comerciante, Murilo atuava há vários anos como enfermeiro na Unisa. Como forma de homenagem ao profissional, a Secretaria Municipal de Saúde suspendeu a vacinação contra a covid-19 na sexta-feira (12), na unidade. A imunização só foi retomada na terça-feira (16).

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